Politicos Corruptos agem livrimente no Pará
O escândalo que assolou a Assembléia Legislativa do Pará (Alepa) durante o ano que está terminando fez com que o tema corrupção ganhasse, mais uma vez, os holofotes no cenário social. No caso da corrupção que se dá no seio da administração pública, a apropriação do dinheiro do contribuinte para fins pessoais revolta a sociedade, que espera ver punidos os responsáveis por fraudes e desvios de verbas. No entanto, nem sempre essa punição é, efetivamente, aplicada. No Pará, atualmente, tramitam na Justiça 1.050 ações de improbidade administrativa contra agentes públicos oferecidas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pelo Ministério Público Federal (MPF) - algumas foram recebidas em 2001 e até hoje aguardam julgamento. Dentro desse universo, dados do Conselho Nacional de Justiça revelam que apenas cinco ações foram julgadas, e doze réus condenados. Não se tem notícia de corrupto que esteja preso no Estado. A situação tem preocupado órgãos fiscalizadores e a sociedade civil organizada, que tem se articulado para que o combate à corrupção seja mais efetivo.
O MPE é um dos órgãos que têm dado especial atenção ao combate à corrupção. Na semana passada, ainda em meio às correntes investigações sobre as fraudes na Alepa, a instituição anunciou a criação do Núcleo do MP/PA de Combate à Improbidade Administrativa e Corrupção. O núcleo, que conta com seis promotores de Justiça da área de improbidade, vai possibilitar aos membros do Ministério Público do Estado uma atuação estratégica no enfrentamento à corrupção no Pará. O promotor de Justiça Nelson Medrado, que está à frente das investigações do caso Assembléia, é quem coordena o novo grupo, que também irá contar com o trabalho dos promotores Firmino Araújo, Sávio Campos, José Maria Lima, João Gualberto e Elaine Castelo Branco.
Em todo estado tem casos de escândalos envolvendo deputados, prefeitos, vereadores e Secretários que envergonham e mancham a política paraense.
Entre tantos casos de corrupção não dá prá esquecer, o caso SUDAM aonde foram desviados dos cofres Públicos envolvendo o nome de Jader Barbalho do PMDB que assumiu recentemente o senado Federal.
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